Pedro
foi o primeiro português a criar poemas gerados por computador nos anos 70 com
a publicação de “A Literatura Cibernética
1: autopoemas gerados por computador” onde através da recombinação via
computador de trechos de outros textos como Camões ou Cesariny o que resultaria
na literatura eletrônica.
No
surgimento dos computadores eram tidos como máquinas algorítmicas, sendo assim,
o computador foi usado telescópio de complexidade para gerar os textos através
das diversas matrizes literárias.
A
partir da década de 90 foi que essa técnica se tornou mais presente, o que
possibilitou a fundação, por Pedro, do Centro de Texto Informático e
Ciberliteratura da UFP o qual atualmente é dirigido por Rui Torres.
Pedro
sempre teve como objetivo produzir textos sintaticamente corretos, mas que
tivessem um sentido novo e inesperado para liberar a imaginação.
Estrofe
gerada pela variação no computador a partir da estrofe inicial de Os Lusíadas:
“As almas
e os anões assinalados/ Que, da acidental laia lusitana,/ Por mares nunca de
antes namorados/ Passaram ainda além da Safardana,/ E em abrigos de serras
esfalfados,/ Mais do que prometia a força humana,/ Entre gente peixota
edificaram/ Novo Reino, que tanto petiscaram”.
Obras
de Pedro na Ciberliteratura:
A Literatura
Cibernética 1 - autopoemas gerados por computador (1977)
A Literatura
Cibernética 2 - um sintetizador de narrativas (1980)
Máquinas Pensantes
- aforismos gerados por computador (1986)
Teoria do Homem
Sentado (livro virtual, 1996)
O Motor Textual (livro infinito, 2001)
Alletsator (hipermídia realizada em parceria com o Cetic
e o Nuph/TIDD, 2007)
Fonte:
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