Monday, May 27, 2019

Pedro Barbosa, o português pioneiro na ciberliteratura



Pedro foi o primeiro português a criar poemas gerados por computador nos anos 70 com a publicação de “A Literatura Cibernética 1: autopoemas gerados por computador” onde através da recombinação via computador de trechos de outros textos como Camões ou Cesariny o que resultaria na literatura eletrônica.
No surgimento dos computadores eram tidos como máquinas algorítmicas, sendo assim, o computador foi usado telescópio de complexidade para gerar os textos através das diversas matrizes literárias.
A partir da década de 90 foi que essa técnica se tornou mais presente, o que possibilitou a fundação, por Pedro, do Centro de Texto Informático e Ciberliteratura da UFP o qual atualmente é dirigido por Rui Torres.
Pedro sempre teve como objetivo produzir textos sintaticamente corretos, mas que tivessem um sentido novo e inesperado para liberar a imaginação.
Estrofe gerada pela variação no computador a partir da estrofe inicial de Os Lusíadas:
“As almas e os anões assinalados/ Que, da acidental laia lusitana,/ Por mares nunca de antes namorados/ Passaram ainda além da Safardana,/ E em abrigos de serras esfalfados,/ Mais do que prometia a força humana,/ Entre gente peixota edificaram/ Novo Reino, que tanto petiscaram”.
Obras de Pedro na Ciberliteratura:
A Literatura Cibernética 1 - autopoemas gerados por computador (1977)
A Literatura Cibernética 2 - um sintetizador de narrativas (1980)
Máquinas Pensantes - aforismos gerados por computador (1986)
Teoria do Homem Sentado (livro virtual, 1996)
O Motor Textual (livro infinito, 2001)
Alletsator (hipermídia realizada em parceria com o Cetic e o Nuph/TIDD, 2007)




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